Elefante Centro Cultural

Elefante Centro Cultural ( DF – 2013)

elefantecentrocultural@gmail.com / www.elefantecentrocultural.com

O Elefante é um espaço autônomo que reúne, em um único local, ateliês, residências artísticas, espaços expositivos, cursos livres (teóricos e práticos), grupos de estudo e de pensamento crítico e projetos de publicações eventuais. Idealizado por Flavia Gimenes (projeto Brasília Contemporânea, 2010-2013) e pelo artista visual Matias Mesquita em junho de 2013, o Elefante tem como objetivo a produção, a divulgação e promoção e a formação em arte contemporânea.

Desde sua fundação, o Elefante vem priorizando a produção experimental de jovens artistas e vem movimentando as discussões e a cena de arte contemporânea de Brasília. Para o ano de 2014, o centro cultural desenvolveu um programa de exposições que inclui ateliês abertos e residência de artistas, para estimular o envolvimento da sociedade no processo criativo dos artistas que lá produzem, e uma programação de cursos livres que inaugura em abril, com palestra da curadora Graça Ramos as relações entre as esculturas-paisagens de Maria Martins e as esculturas-construções de Marcel Duchamp. Um oásis no beco da 706 norte, comercial O Elefante ocupa um imóvel de aproximadamente 200m2, com três pavimentos, na área de oficinas da Asa Norte. Localizado em um beco atrás das Óticas Brasilienses, na 706 comercial, o imóvel surpreende quem o visita pela primeira vez por sua luminosidade, arquitetura interna inusitada, salas de exposição, espaço de ateliês e espaços de convivência, que incluem uma biblioteca com área para café e um chuveiro a céu aberto.

A escolha do endereço, nada óbvio, por tratar-se de um beco atrás das lojas da W3 norte, situado em meio às oficinas repletas de mecânicos e suas ferramentas jogadas pela rua, remete a um imaginário decadente das quadras 700 da Asa Norte. Mas só à primeira vista. “Queríamos um local amplo e com um valor de aluguel que pudéssemos arcar”, dizem Flavia e Matias. “No início resisti à ideia do beco da 706 norte, mas então lembrei que muitos bairros hoje considerados ‘da moda’, como o Marais em Paris, o SoHo em Nova York e hoje o distrito 798 de Pequim, abrigavam ateliês de artistas e galerias de arte em seu período decadente, pela oferta de espaços amplos e alugueis mais em conta. Com o Elefante não é diferente. Hoje percebo que nossa escolha pelo beco foi acertada, pois temos o desejo de movimentar a cena de arte contemporânea de Brasília, e essa movimentação começa pelo local em que o Elefante se encontra”, complementa Flavia.